aproximar-se tímido e lento
lançar um olhar faminto
olhos azuis escondido em óculos escuro.
café
melancia
pão
manteiga
sugo de manga
enlouqueci naquele rosto
mentalizei que sexo não é tudo
preciso aprender a amar
me retraí, não quis o encanto.
Faz frio aqui no Rio de Janeiro. Quando era assim costumávamos aquecer a nossa cama, corpos nús, famintos e sedentos, e não era de água nem comida aperfeiçoada. Nessas horas vagas, costumávamos transar. fazer sexo por diversão nunca foi meu talento, embora sempre o desejei que o fosse. Desejava com um comprometimento futuro, se houvesse coragem em mim. E acredite, não há. Gozar sendo livre é dramático. Sou mais um gozo por pertencer ao outro. Posso até soar retrógrado, não me importo, nunca fui mesmo igual aos outros. Acredito na felicidade fazendo diferente até porque sempre vivi em um mundo paralelo e distraído. pois é. Foi-se para o universo mais um gozo perdido quiçá um tanto vulgar. cuspiria você. sinto até suas mãos rastejando na minha garganta. foi-se um cuspi deixado em uma rua de um carnaval em Copacabana e nada mais.
Eu gosto de você,
por que é tudo início
viagens
bebidas
sexo novo
mais tarde vou preferir
ver-te em casa
quieta
louca
sofrendo